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segunda-feira, setembro 28, 2015

SEGURA A ONDA, DORIAN GRAY




Hoje é meu aniversário: 46 anos!
E é assim que eu me sinto: cada vez mais bela, cada vez mais velha, cada vez mais linda.

Mas não da mesma forma que encarava esses conceitos quando tinha 20 ou 30 anos.
Desde que fiz 40 anos, encaro a vida com mais leveza, sem cobranças desnecessárias aos outros e, principalmente, a mim mesma.

Se antes "dava um boi pra não entrar numa briga e uma boiada pra não sair dela", hoje dou o boi e a boiada para evitar conflitos desnecessários. Com isso, guardo energia para batalhar pelo que realmente importa.

Não perco mais o meu tempo fazendo mais do que posso para tentar agradar aos outros: aprendi a respeitar os meus limites, sem me sentir culpada por isso.

Continuo tentando fazer da simplicidade o meu modo de vida. Cansei de coisas complicadas, cansei de quem complica as coisas. E mais ainda: cansei de eu mesma complicar o que pode ser simples.

Sigo em frente, tentando demonstrar meus pensamentos e meu modo de ver a vida com sinceridade, mas sem perder a doçura. Porém, continuo humana: de vez em quando baixa um azedume, do qual me esforço para me livrar, e nem sempre consigo.

Hoje é dia de celebrar!
E de agradecer ao Eterno por sua intensa generosidade comigo, principalmente nos últimos tempos.
Ainda tenho muito chão pela frente, muito a conquistar... Mas consigo olhar para trás e entender o caminho que me fez chegar até aqui. E olhar pra frente e ver que a estrada está apenas começando.

Então, vambora!


PS.: A frase da imagem que abre este texto é da música "Segura a onda, Dorian Gray", que pode ser ouvida aqui:






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domingo, setembro 28, 2014

Countdown 4.5

Esse ano fiz uma contagem regressiva para o meu aniversário formada por frases que gosto. Foram 45 posts no Facebook, que resolvi colocar aqui de uma vez só.

1-45 "Ninguém mais do que eu amava as palavras. Ao mesmo tempo, porém, eu tinha medo da escrita, tinha medo de ser outra e, depois, não caber mais em mim." Mia Couto, em A Confissão da Leoa

2-45 "Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões." Graciliano Ramos

3-45 "Para o amor, um banco de praça já basta, ou ficar na frente de um portão, ou uma xícara de café. Amor mesmo é um filme de baixo orçamento." Fabrício Carpinejar

4-45 "Às vezes o acaso fica preguiçoso. Quando isso acontece, é necessário o acaso provocado..." Chico Buarque, em Amor em 4 Atos

5-45 "A solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós, a solidão não é uma árvore no meio duma planície onde só ela esteja, é a distância entre a seiva profunda e a casca, entre a folha e a raiz." José Sarmago, em O Ano da Morte de Ricardo Reis

6-45 "Para o desejo do meu coração, o mar é uma gota." Adélia Prado

7-45 "Poucos sabem, entretanto, que é a saudade que torna encantadas as pessoas. A saudade faz crescer o desejo. E quando o desejo cresce, preparam-se os abraços." Rubem Alves, em A menina e o pássaro encantado

8-45 "Sobre o nada eu tenho profundidades. Não tenho conexões com a realidade. Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro. Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas). Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil. Fiquei emocionado e chorei. Sou fraco para elogios." Manoel de Barros, em Tratado Geral das Grandezas do Ìnfimo

9-45 "Amar não é aceitar tudo. Aliás, onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor." Maiakovski

10-45 "A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.”  Arthur Schopenhauer

11-45 “Florir na primavera é fácil, todas as condições estão favoráveis. Bonito é florir no inverno, como o Ipê. Amores verdadeiros são como suas flores, nascem em condições adversas para colorir o frio.” Lucas Lujan  

12-45 “Fiquei alegre também: choro quando choram perto de mim, mas se começam a voar, saio voando junto.” Lygia Fagundes Telles

13-45 “Tenho medos bobos e coragens absurdas.” Clarice Lispector

14-45 “Refreia as tuas paixões, mas toma cuidado para não dar rédeas soltas à tua razão.” Karl Krauss

15-45 “Não se mate, Carlos, sossegue; o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será.” Carlos Drummond de Andrade

16-45 “Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema.” Cora Coralina 

17-45 “É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela dançarina.” Nietzsche

18-45 “Falamos em ler e pensamos apenas nos livros, nos textos escritos. O senso comum diz que lemos apenas palavras. Mas a ideia de leitura aplica-se a um vasto universo. Nós lemos emoções nos rostos, lemos os sinais climáticos nas nuvens, lemos o chão, lemos o Mundo, lemos a Vida. Tudo pode ser página. Depende apenas da intenção de descoberta do nosso olhar. Queixamo-nos de que as pessoas não leem livros. Mas o déficit de leitura é muito mais geral. Não sabemos ler o mundo, não lemos os outros.” Mia Couto, em
“E se Obama fosse africano?

19-45 “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Guimarães Rosa

20-45 “O segredo não é criar um espaço para Deus acima ou fora da vida diária. O segredo está em aprender a abrir os olhos para a santidade e a natureza sagrada da vida – que inclui a família, os amigos, os vizinhos, o dinheiro, a respiração, o sexo, o trabalho, o lazer, a comida, o vinho.” Rob Bell, em “Quem é Deus, afinal?”

21-45 “O que é um absurdo? O mundo de cada um é sempre lógico do seu ponto de vista.” Rubem Alves,em Filosofia da Ciência

22-45 “Você nunca está velho demais para ter um novo objetivo ou sonhar um novo sonho.” C. S. Lewis

23-45 “Busco a doçura profunda, a que nunca ninguém viu e cuja existência não pode ser posta em causa, pois é a ela que devemos a beleza perfumada dos jacintos, a luz nos olhos espantados dos animais e tudo o que, sobre a terra e nos livros, há de bom.” Christian Bobin, em Ressuscitar

24-45 “...se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.”  Gabriel Garcia Marquez, em “O amor nos tempos do cólera"

25-45 “Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdade ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não.” (atribuído a Rachel de Queiroz)

26-45 “Se cada dia cai, dentro de cada noite há um poço onde a claridade está presa. Há que sentar-se na beira do poço da sombra
e pescar luz caída com paciência.” Pablo Neruda

27-45 “Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos; quero a essência, minha alma tem pressa.” Rubem Alves

28-45 “Uma coisa eu aprendi na vida. Quem tem medo da infelicidade nunca chega a ser feliz.” Mia Couto, em “Venenos de Deus, remédios do Diabo”

29-45 “Quando aprendemos a viver, a própria vida é a recompensa.”  Harold Kushner,em “Quando tudo não é o bastante”

30-45 “Pois lhe digo, minha Dona. É uma pena a senhora andar por aí fatigando seus olhos pelo mundo. Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.” Mia Couto,em “Mar me Quer”

31-45 “Porque a vida só é possível reinventada.” Cecília Meireles,em “Reinvenção”

32-45 “De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo.” Adélia Prado

33-45 “Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira - mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum.” Monteiro Lobato

34-45 “Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que o cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos, do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.” (atribuído a Cora Coralina)

35-45 “A recompensa de uma boa ação é geralmente ter de fazer uma outra boa ação, mais difícil e melhor.” C. S. Lewis, em ”O Cavalo e seu Menino”,de “As Crônicas de Nárnia”

36-45 “As pessoas mais bonitas que conhe-cemos são aquelas que conheceram a derrota, passaram pelo sofrimento, lutaram, enfrentaram perdas, e, ainda assim, encontraram o caminho para fora das profundezas. Essas pessoas têm uma apreciação, uma sensibilidade e uma compreensão da vida que as preenche com gentileza, compaixão e uma profunda preocupação amorosa. Pessoas bonitas não acontecem por acaso.” Elisabeth Kübler-Ross

37-45 “Não era de água a sua sede. Queria palavras. Não dessas de uso e abuso, mas palavras tenras como o capim depois da chuva. Essas de reacender crenças.” Mia Couto

38-45 “A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito. Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc. Perdoai. Mas eu preciso ser Outros. Eu penso renovar o homem usando borboletas.”
Manoel de Barros

39-45 “O conhecimento é passivo, intelectual; o sofrimento é ativo, pessoal. Nenhuma resposta intelectual solucionará o sofrimento. Talvez seja por isso que Deus enviou o seu próprio Filho, como uma das respostas à dor humana, para experimentá-la e absorvê-la dentro de si.” Philip Yancey,em Decepcionado com Deus

40-45 “Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?” Fernando Pessoa / Álvaro Ramos, em “Poema em linha reta”

41-45 “Sou feliz só por preguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença:é preciso entrar e sair dela, afastar os que nos querem consolar, aceitar pêsames por uma porção da alma que nem chegou a falecer.” Mia Couto, em “Mar me quer”

42-45 “O que torna bonito o deserto é que em algum lugar ele esconde poços.” Antoine de Saint-Exupéry

43-45 “O caminho que eu escolhi é o do Amor. E não importam as dores, as angústias nem as decepções que vou ter que encarar; eu escolhi o caminho do amor, e escolhi ser verdadeiro. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero. Por isso não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem; eu sou aquela pessoa que acredita no bem, que vive e anseia pelo bem.” P. R. Gaefke

44-45 “Certos pensamentos são como orações; há momentos em que, seja qual for a posição do corpo, a alma está, sempre, de joelhos.” Victor Hugo, em “Os miseráveis”

45-45 “Resta quanto tempo? Não sei. O relógio da vida não tem ponteiros. Só se ouve o tique-taque... Só posso dizer:"Carpe Diem" - colha o dia como um morango vermelho que cresce à beira do abismo. Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será.” Rubem Alves









sexta-feira, setembro 28, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (27 - Aos Filhos de Libra)

E hoje, dia do meu aniversário, eu completo o meu balaio musical especial. Claro que muita coisa ficou de fora, mas seria impossível resumir tudo o que gosto no tempo que me propus.

Tem uma pessoa que não poderia deixar de estar aqui: Oswaldo Montenegro. Algumas músicas dele marcaram fases da minha vida. Bandolins, Sem Mandamentos, Estrelas, A Vida Quis Assim... e tantas outras! 

Resolvi terminar com "Aos Filhos de Libra", que ele fez para o musical "A Dança dos Signos". Não, eu não acredito em horóscopo e nem leio as previsões para o meu signo. 

Mas uma coisa é certa: tem muito de mim nessa letra aí! 




Era de Libra como a lua vista assim é cor de sal
Era de Libra como a luz das sete estrelas forma algum sinal
Era de Libra quando dá um passo atrás pra caminhar legal
Era a balança universal

Era a harmonia com o ritmo da vida e o carnaval
Era de Libra como a brisa quando passa e ondula o trigal
Mas tinha medo de saber que o jogo da verdade era fatal
Era a balança universal

Era de Libra e amava a paz e a justiça natural
Era de Libra pra poder unir a ideia ao seu material
O simbolismo da figura da mulher paixão arterial
Era a balança universal

Era de Libra como a valsa, o Antigo Egito e afinal
Era de Libra e tem a crença da beleza e do encanto geral
A natureza da firmeza e oscilação, a simpatia e tal
Era a balança universal




quinta-feira, setembro 27, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (26 - Canção da Alvorada)

Hoje é dia de colocar a penúltima música nesse meu balaio de aniversário. 

Escolhi uma música que vai ser a primeira que vou cantar amanhã, bem cedinho... a minha vida não foi muito fácil e até posso dizer que foi bem difícil em alguns momentos. 

Mas é muito bom saber que eu nunca estive sozinha: sempre pude contar com  a minha família e com meus amigos. E, acima de tudo, Deus se fez presente em cada momento, revelando o seu amor e seu cuidado de diferente formas.

Por isso essa música: para agradecer a ele cada benção que recebi, mas também para agradecer e muito, a companhia dEle em toda a minha caminhada. 

Canção da Alvorada, de João Alexandre.





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quarta-feira, setembro 26, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (25 - Fever)

Comecei esse Balaio Musical 4.3 para relembrar algumas músicas que fazem parte da minha caminhada. Já está quase acabando, e não vou colocar tudo o que queria.

Elvis Presley: esse dispensa apresentações... 
A única coisa a dizer é que não foi fácil escolher qual música dele colocar aqui.


terça-feira, setembro 11, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (14 - Se; Ennio Morricone)

Sempre gostei de cinema. O meu grande sonho de consumo é ter uma sala de cinema em casa. Mas com o jeito de cinema de antigamente: paredes de veludo vermelho, poltronas reclináveis, carrinho de pipoca...

E cinema, desde quando ainda era mudo, é música. Uma boa trilha sonora fica pra sempre na memória!

Sem dúvida alguma, se tem uma pessoa que deixou o nome gravado na história da música no cinema, essa pessoa é Ennio Morricone. Todo mundo conhece a trilha de The good, the bad and the ugly, mesmo que nunca tenha visto o filme e nem saiba de onde é a tal música (vou deixá-la de brinde lá no fim do post). Quem nunca se emocionou ao ver A Missão, perfeitamente embalado pela sua trilha sonora? E assim foi com tantas outros filmes, como Era uma Vez no Oeste, Era uma Vez na América, Os Intocáveis e com Cinema Paradiso, de onde veio a música de hoje, cantada pelo Josh Groban.






E de brinde, o tema de The good, the bad and the ugly: 

segunda-feira, setembro 10, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (13 - Se, Djavan)

Taí alguém que não poderia faltar nesse meu balaio musical de aniversário: Djavan!

Essa foi fácil de escolher: embora eu goste de várias músicas dele, essa é uma das minhas preferidas!




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domingo, setembro 09, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (12 - Tocando em Frente)

Uma das coisas que o tempo (a idade? a maturidade?) me trouxe foi a percepção de que, na maioria das vezes, ter pressa não nos faz chegar mais rápido. 

Percebi também que minha história tem que ser escrita por mim, e não por outras pessoas. A minha felicidade é um dom preciosos demais para ser colocada na mão de outra pessoa. E não é justo colocar tamanha responsabilidade em outras mãos que não as minhas. 

Que fique claro que não estou declarando a minha independência de Deus ou que amigos são dispensáveis. Muito pelo contrário: é pela graça de Deus e com a ajuda dos amigos que escrevo cada página da minha vida. É interessante, e meio triste, perceber que nem todo mundo que passa pela nossa história, muitas vezes participando de capítulos importantíssimos, continua nela. Mas, de qualquer forma, é importante saber que cada um que entrou na minha vida contribuiu para que eu seja quem eu sou, mesmo que tenha sido uma convivência curta ou até mesmo ruim.

No fim de tudo, o que vale mesmo é "conhecer as manhas e as manhãs, o sabor da Marcia e das maçãs..." 


sexta-feira, setembro 07, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (11 - Paz e Comunhão)

Nada melhor do que a casa e o coração cheios de gente querida, que se ama, que se cuida. Nada como ter com quem rir e com quem chorar. 

Como disse Cora Coralina:
"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolher, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida,
É o que faz que ela não seja nem curta nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura enquanto durar."

Essa música do Gladir Cabral fala disso: de dividir a vida, para que ela valha a pena.





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quarta-feira, setembro 05, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (09 - Fragile)

No final da década de 80 foi exibido um seriado chamado 21 Jump Street. Aqui no Brasil o nome foi traduzido para "Anjos da Lei". Era sobre um grupo de jovens policiais que se infiltrava em escolas e outros ambientes de adolescentes e jovens para fazer suas investigações. Foi o seriado de fez  Johnny Deep ser conhecido mundialmente.

Nessa mesma época, o banda inglesa The Police fazia muito sucesso, com seu repertório que marcou e deixou lembranças em muita gente.

Juntando essas duas fontes, temos a música que entra hoje no meu Balaio: Fragile, cantada pelo Sting. Essa música fez parte de um episódio do seriado onde refugiados de algum país da América Central buscavam abrigo nos Estados Unidos e muitos morriam nessa tentativa.




Frágil


Se o sangue fluir quando a carne e aço forem um
Secando da cor do sol do entardecer
A chuva de amanhã vai lavar as manchas 
Mas algo em nossas mentes vai ficar pra sempre

Talvez esse ato final foi feito
Para marcar o argumento de uma vida
Que nada vem de violência
E nada jamais poderia

Para todos aqueles que nasceram sob uma estrela com raiva
E para que não esqueçamos como somos frágeis
Continuamente a chuva cairá
Como lágrimas de uma estrela

Continuamente a chuva vai dizer
Como somos frágeis



terça-feira, setembro 04, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (08 - Noites com Sol)

Algumas músicas entram na vida da gente, marcam um momento e ficam na nossa memória pra sempre. 

Noites com Sol é assim: fez parte de uma história muito bonita e hoje tem um cantinho especial no meu coração.





Noites com Sol
Flávio Venturini e Ronaldo Bastos

Ouvi dizer que são milagres noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens noites com sol
Posso entender o que diz a rosa ao rouxinol
Peço um amor que me conceda noites com sol

Onde só tem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer o amor
Pode abrir a janela
Noites com sol e neblina
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol

Livre será se não te prendem constelações
Então verás que não se vendem ilusões

Vem que eu estou tão só
Vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar

Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar




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segunda-feira, setembro 03, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (07 - Earth, Wind & Fire)

Eu fui criança nos anos 70. Meus vizinhos montaram uma "discoteca" na garagem da casa deles e todo sábado tinha festa lá. 

Eu me encantava com o que via da minha janela: as luzes estroboscópicas piscando, os reflexos do globo de espelhos girando... e a música! Ah, como eu gostava das músicas! As músicas da era disco foram muito, muito divertidas!

Entre todas elas, a que vai entrar no meu balaio é a que se chama September, claro... Quem cantava era o Earth, Wind & Fire. 

And let's dance!

domingo, setembro 02, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (06 - Bem Simples)

Muitas músicas do Roupa Nova fizeram - e fazem - parte da minha história. Dona, Anjo, Linda, Sapato Velho e Clarear são algumas delas.

Essa aqui também ficou marcada. Foi difícil decidir, mas ela é a que foi escolhida para estar aqui.



Bem Simples

Tudo bem simples
Tudo natural
Um amor moreno
Fruto Tropical

Todas as cores
Que eu puder te dar
Toda fantasia
Que eu puder sonhar

Eu pensei te dizer
Tantas coisas
Mas pra quê
Se eu tenho a música

Bom é bem simples
Sem nos complicar
E bastante tempo
Pra te amar


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sábado, setembro 01, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (05 - Home)

Quando comecei essa contagem (ou "cantagem") regressiva musical, eu disse que colocaria aqui músicas que me marcaram por algum motivo.

Essa música me foi apresentada por um amigo, que contou que quando a ouvia, sentia saudades da esposa. Achei tão bonito isso! Afinal eles eram (e continuam) casados, moram na mesma casa e se veem todo dia. E ele sentia saudades dela ao ouvir essa música.

Talvez eu goste dela por me fazer sonhar com o futuro...

Com vocês, Home, com Michael Bublé.



Se quiserem conferir, aqui estão a letra e a tradução.



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sexta-feira, agosto 31, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (04 - Sol de Primavera)

Quando essa música foi lançada, eu tinha 10 anos.
De lá pra cá, muitas lições foram decoradas e algumas, aprendidas.

A letra dela é linda e fala por si só...

E amanhã, setembro chega!







Sol de Primavera
Beto Guedes e Ronaldo Bastos

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão 
Onde a gente plantou
Juntos outra vez

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre a janela do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender



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quinta-feira, agosto 30, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (03 - Todo o Sentimento)

Algumas músicas marcam momentos que vivemos.
Outras, de tão especiais, ultrapassam essa barreira e passam a ser eternas.

Para mim, Todo o Sentimento, de Chico Buarque e Cristóvão Bastos, é assim: extrapolou o momento que marcou e se eternizou. Aqui, ela é cantada pela Verônica Sabino.



Todo o Sentimento
Chico Buarque e Cristóvão Bastos

Preciso não dormir até se consumar o tempo da gente
Preciso conduzir um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente

Pretendo descobrir no último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
E bota no corpo uma outra vez

Prometo te querer até o amor cair doente, doente
Prefiro então partir a tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente

Depois de te perder te encontro com certeza
Talvez no tempo da delicadeza
Onde não diremos nada, nada aconteceu
Apenas seguirei como encantado ao lado teu




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quarta-feira, agosto 29, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (02 - Paçoca)

Muita gente reclama - e com uma certa razão - da superficialidade dos relacionamentos virtuais. Uma vez o Ed René Kivitz disse que "relacionamento virtual" não existe: é um paradoxo por si mesmo.

Bem, seja como for, a internet me aproximou de muitas pessoas. Algumas, ainda estão no campo virtual, mas outras já passaram para o lado de cá da telinha.

O vídeo abaixo foi feito por um desses amigos, o Samuel, e mostra diversos momentos dos vários encontros que fizemos exatamente com amigos que se conheceram pela internet e que se conheceram "de verdade".

A música é Paçoca, do grupo brasiliense Céu no Boca.






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terça-feira, agosto 28, 2012

BALAIO MUSICAL 4.3 (01)

Daqui a um mês é o meu aniversário. 
Este ano, resolvi fazer algo diferente: postar uma música por dia, numa contagem regressiva.

São músicas que me marcaram por algum motivo. Ou que tenham "Setembro" no nome.

A de hoje, apesar de ser antiga, conheço há muito pouco tempo.

Com vocês, Ivan Lins, em Setembro.



SETEMBRO
Ivan Lins

Vai amada mesmo a vida sendo perigosa
mesmo que não seja um mar de rosas
nunca queira desistir de um grande amor

Há de ser um dia amada
apesar das armas poderosas
apesar das forças engenhosas
que desejam ver o fim de um grande amor.

Há de se ainda amada
apesar de tantos preconceitos
apesar de tudo que é feito
pra minar a paz de um grande amor

Há de ser a mais amada
há de estar acima dos desejos
há de estar ao lado de si mesma
pronta pra viver um grande amor

Há de ser mais tão amada
mesmo a vida sendo perigosa
mesmo que não seja um mar de rosas
estará tão plena do seu grande amor
e estará tão carinhosa
tão serena e generosa
linda



A mesma música, pelas mãos maravilhosas de Quincy Jones:



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quinta-feira, outubro 08, 2009

40 ANOS, parte final - AMIGOS SÃO ANJOS




Embora eu acredite que algumas coisas boas permaneçam para sempre, existem outras que uma hora acabam, né?

Aqui estou eu, finalizando a "série" dos 40 anos... Devo confessar que está acabando de um modo diferente do que eu gostaria, mas "infelizmente nem tudo é exatamente como a gente quer", como já disse há muito tempo Guilherme Arantes em Deixa chover (aliás, ontem pensei nessa música... hehehe).

O que importa é saber que a vida continua e que os amigos de verdade sempre estão presentes, seja pra rir com a gente ou ajudar a secar nossas lágrimas, dando um puxão de orelha ou fazendo um cafuné. Uma vez eu li que amigos são anjos! Que bom saber que eu tenho alguns anjos ao meu lado!

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quinta-feira, outubro 01, 2009

40 ANOS, parte 4 - A LISTA


Aniversário é sempre uma boa época pra refletir... acho que já disse isso no post abaixo.

Hoje eu queria pensar um pouquinho nas pessoas, musicas e coisas que fizeram parte da minha vida... vou listar algumas aqui, certamente vou esquecer algumas outras...  

Também não sei se vou só lembrar de coisas boas: vou abrir a torneira das emoções e ver o que sai.


lista 1: lembranças do tempo de criança 

- o vizinho que falava "borbofleta" e "desfedorante"

- música caipira nas manhãs de domingo, quando ia pra casa do meu avô, na roça (foi quando ouvi pela primeira vez Pena Branca e Xavantinho, Milionário e Zé Rico e por aí vai)

- minha mãe cantando hinos o dia todo; de vez em quando ela cantava umas músicas engraçadas como uma que dizia "sacode a saia e também o paletó; vou dançar com uma comadre, que é hoje só!" 

- programa de rádio às cinco da manhã: seresta na madrugada (que outra criança acordava tão cedo no domingo pra ouvir isso?) 

- as aulas de ebd na igreja e as consequentes discussões com a professora de religião católica do colégio 

- minha bisavó materna, já cega pela catarata, fazendo crochê 

- minha avó materna, que sempre tinha bolo quentinho e café passado na hora pra gente 

- minha avó paterna, que quase não escutava, mas enxergava que era uma beleza e nunca precisou usar óculos 

- meu avô paterno, que era o contrário da minha avó: não enxergava quase nada, mas tinha um ouvido! 

- minha mãe me ensinando a bordar; acho que daqui vem a minha habilidade pelos trabalhos manuais  

- meu pai, que mesmo com a cara de bravo, sempre foi um coração mole e quando ganhava presente nosso, fingia que estava guardando e ficava chorando escondido com o rosto dentro do armário

- as costuras das minhas tias 

- a marcenaria dos meus tios; até hoje, gosto do cheiro de madeira cortada (menos o angelim, que tem um cheiro horrível!) 

- a barbearia do meu pai; eu me encantava com aquela parede coberta de espelhos e aquelas cadeiras que giravam, abaixavam e levantavam (ainda trago uma aqui pra casa!) 

- os livros: a floresta azul, memórias de um cabo de vassoura, o caso da borboleta atíria (li muito mais, mas esses foram os primeiros que li) 

- brincadeiras de rua com os moleques da vizinhança; parte deles morava numa quase favela que era perto, mas ali a gente era só criança, ninguém ligava se a casa do outro era assim ou assado 

- a primeira paquera na escola, já quase entrando na adolescência (rasguei o bilhete e deixei em cima da cama, minha mãe viu, juntou os pedaços e descobriu tudo...) 


lista 2: lembranças do tempo de adolescente 

- o primeiro beijo 

- as poesias presas no portão 

- a primeira amiga que fez aborto (a gente já tinha quase 18 anos) 

- os primeiros questionamentos sobre Deus 

- as férias em que minha mãe ficou revoltada porque eu peguei um monte de livros na biblioteca e passei o tempo todo dentro do quarto lendo, até que ela resolveu devolver todos os livros e me mandar ir brincar lá fora, como os outros adolescentes "normais"  

- a morte da minha bisa, menos de três meses depois dos meus 15 anos; não me lembro de ter visto um dia de verão com o céu tão azul como aquele dia (o céu de inverno costuma ter o azul mais forte) 

- a indecisão sobre que faculdade fazer: fiz inscrição para jornalismo, porque queria entrevistar bandido, mas não fui fazer a prova; queria fazer biologia, mas não queria ser professora; resolvi fazer veterinária 

- aprender andar de moto aos 13 anos – era uma Yamaha TT 125 e o barulho dela parecia pipoca estourando; um dia caí ao tirar o descanso e nunca mais andei... quer dizer, só na garupa 

- na mesma época, perder um amigo num acidente de moto; um grupo de amigos tinha passado a tarde lá em casa, todo mundo brincando, rindo, se divertindo... quando ele foi para casa, sofreu um acidente e morreu; tinha 16 anos 


lista 3: lembranças do tempo de juventude e vida adulta 

- o casamento secreto de uma amiga 

- a ida para faculdade; sair de casa pela primeira vez e ir para outra cidade; deixar de ser a filhinha da mamãe para dividir o quarto com 3 estranhas, ter que cuidar da minha roupa e da minha comida 

- aprender a sobreviver num mundo muito diferente do que eu estava acostumada 

- conhecer pessoas que mesmo que nunca mais eu tenha visto, vão continuar para sempre no coração e na memória 

- o amigo quase alcoólatra e o amigo viciado em cocaína 

- ouvir saxofone na floresta da Tijuca 

- ver o sol nascer na Barra  

- conseguir a melhor nota da turma em Cirurgia: essa eu não esperava mesmo! 

- meu casamento 

- a morte do Senna, 15 dias depois do meu casamento 

- a minha gravidez e a mudez do meu marido (hoje, ex-marido) 

- nascimento da Mel; inesquecível, tranqüilo; parir e amamentar é bom demais! O clima na sala de parto, os amigos esperando lá fora... 

- mudança para Chicago; sair do Rio com 40°C e descer numa cidade coberta pela neve e com a temperatura de -20°C!  

- volta pro Brasil, início de outra faculdade, fim do casamento 

- a morte de uma tia muito querida; ela tinha AIDS e câncer de fígado 

- o suicídio de um amigo de adolescência, o que deixava as poesias no meu portão

- frio, muito frio na alma, por muito tempo 

- borboletas no estômago, chuva, terra molhada 

- longo caminho pela frente, mas com ânimo para começar a nova caminhada, afinal, a vida está começando agora! 


É claro que aqui só tem uma parte muito pequena das coisas que eu vivi; só aquilo que lembrei assim de repente, sem pensar muito. Um dia ainda escrevo o que essas coisas todas me causaram, a minha reação a elas e o que eu imagino sobre como elas transformaram minha vida. 


Para terminar, A Lista, uma música do Oswaldo Montenegro (a segunda dessas lembranças de aniversário), que sempre que ouço, me faz pensar.






A LISTA 
Oswaldo Montenegro 

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...


Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...


Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?


Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?


Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?


Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?



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