Por mais que a gente tente inovar, algumas músicas parecem estar tão ligadas ao Natal que fazem falta quando não são tocadas. Essas quatro aqui são alguns exemplos.
FELIZ NATAL!
Que o amor de Deus sempre seja a melhor música da vida.
Por essas voltas que o mundo dá, e pelas oportunidades que a vida nos apresenta, e porque Deus me deu a chance, eu tive a alegria de ter um “White Christmas”, um Natal com neve. E o mais interessante foi que a primeira neve daquele inverno começou a cair no dia 24 de dezembro, o que era muito tarde para a cidade em que morei, Chicago, nos Estados Unidos.
Bem, é muito interessante ver o clima de festa que se instala na cidade. Em novembro, já com muito frio, a cidade começa a se transformar. Engraçado que nós, moradores dos trópicos, costumamos associar a neve ao frio intenso e isso não é verdade. A neve só cai quando a temperatura está em torno de -3°C, o que quer dizer, no inverno lá de cima, que nem é tão frio assim... A neve pode se manter por semanas ou meses nas ruas por causa dos termômetros abaixo de zero, mas para nevar, a temperatura não pode estar muito fria.
E por mais que os Estados Unidos sejam o maior representante mundial do capitalismo, as pessoas parecem realmente viver um sentimento diferente nessa época. Você já imaginou andar nas ruas do Centro do Rio de Janeiro ou de São Paulo e ser cumprimentado por quase todo mundo que passa por você, com desejos de Feliz Natal, Feliz Ano Novo, Boas Festas? Pois eu vivi isso lá.
Eu sempre gostei de decoração de Natal. E morando em outro país, vi que a gente decora tudo quase igual a eles, com a diferença que temos um sol de 40°C sobre nossas cabeças, o que faz com que nossa neve seja de isopor ou algodão...
Um dos objetos mais usados na decoração lá – e nem tão usado aqui – é o “candy cane”, aquela bengalinha branca, que na verdade é uma bala de menta, bem gostosa por sinal, apesar de ser muito dura.
E há pouco tempo, eu descobri que uma lenda ronda a tal bengalinha.
Bem, lá no hemisfério norte, no tempo em que ainda não havia sido inventada a chupeta, os pais costumavam dar uma barrinha de açúcar para “acalmar” as crianças e os bebês. Um dia, por volta de 1670, o regente de um coro alemão colou essas barrinhas num cajado de pastor e as distribuiu para as crianças que estavam no culto de Natal. A partir desse momento, foi criado um costume que se espalhou pela Europa e as bengalinhas, enfeitadas com flores, passaram a ser usadas como decoração de Natal.
Lá pelo ano 1900, a bengalinha branca recebeu suas tradicionais listras vermelhas e o sabor de menta. E aqui se inicia a lenda: um doceiro do estado de Indiana, nos Estados Unidos, planejou o doce para contar a história do Natal.
A forma é o seu símbolo mais óbvio: dependendo da sua posição, é um J, de Jesus, ou pode ser o cajado de um pastor. Bem, os primeiros a receber a notícia do nascimento de Jesus foram os pastores, e Jesus mesmo disse que ele era o Bom Pastor, aquele que cuida, alimenta e lidera suas ovelhas.
O doce da bengalinha nos lembra que somos alimentados pelo Evangelho.
A dureza nos lembra que Jesus é a nossa rocha, nosso refúgio e fortaleza.
A brancura, que Jesus nasceu de uma virgem, permaneceu sem pecar por toda sua vida e nos purifica dos nossos pecados.
A bengalinha tradicional tem três listras finas e uma listra larga, todas vermelhas e pode ter uma listra verde.
A listra vermelha larga se refere ao sangue que Jesus derramou na cruz por nós; as listras finas, aos açoites que Jesus levou e através dos quais nós somos sarados.
Para algumas pessoas, a listra vermelha larga também pode se referir a Deus Pai e as listras finas, à trindade.
A listra verde representa o presente que Deus nos deu: a salvação através de Jesus (no hemisfério norte, a cor verde costuma ser associada ao ato de doar ou presentear).
O sabor de menta da bengalinha moderna é similar ao do hissopo, que no velho testamento é associado à purificação e ao sacrifício.
Talvez tudo isso seja só uma lenda. Mas que é bem interessante ver a história da nossa salvação resumida numa bengalinha doce, isso é!
FELIZ NATAL!
Que sua vida tenha o açúcar necessário para manter sua cabeça nas nuvens e a menta suficiente para manter seus pés no chão.
Para começar a comemorar a data, mesmo que eu ainda não tenha entrado no clima natalino, aí vai uma versão muito boa de uma música muito antiga: Aleluia, do Messias de Handel, na visão soul de Quincy Jones.
Infelizmente, não achei o vídeo original da gravação, e o único que encontrei com a música original foi esse. Os outros vídeos eram corais cantando a música, e, pena, nem chegam aos pés da versão original do Quincy.
FELIZ NATAL!
Que a presença de Jesus traga paz ao seu coração, esteja você na calmaria ou na tempestade.
ps.: Essa música se encontra nesse CD ao lado... se alguém encontrar, pode me dar de presente... rsrsrs
O meu balaio hoje me trouxe uma música que fez muito sucesso no início dos anos 80 e que marcou meu final de infância/início de adolescência.
Me lembro que a letra dela foi estudada em uma das aulas de conversação do meu curso de inglês e que algumas frases ficaram pra sempre na minha mente.
Uma delas diz que "quando estou pra baixo e me sentindo triste, eu fecho os meu olhos e então posso estar com você". Hoje eu me peguei pensando nisso... Quando me sinto assim, quem eu vejo quando fecho os meus olhos? Com quem eu gostaria de estar?
E você? Quem está nos seus pensamentos num momento assim?
P.S.: Todas as traduções que eu achei estavam péssimas, com muita coisa errada; melhor se aventurar a tentar entender o inglês: Nikka Costa, On my own
Logo de cara encontrei um texto tão doce, tão verdadeiro, que me emocionei e resolvi postá-lo aqui, avisando a dona do blog, claro.
Espero que vocês gostem, assim como eu gostei.
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“Acaso andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”
Livro de Amós , capítulo 3, verso 3
Antes do jantar, Valéria, 2 anos, apontando para si mesma, instruiu vagarosamente a avó:
-‘Vovó, eu vou sentar do lado seu…’
E continuou:
“ …e você senta do lado meu!”
A redundância foi uma graça. Totalmente permissível para a idade. Mas Valéria foi além da gracinha. Será que ela entendeu que para estar ao lado da avó na refeição, era importante que ambas quisessem estar uma ao lado da outra? É como se dissesse: “Eu quero ficar ao seu lado e gostaria que você também quisesse estar do meu lado.” Algo como troca, reciprocidade, a comum intenção.
A isso os empresários chamam de alinhamento; os políticos, convergência; os filósofos, bem comum; e os religiosos, comunhão.
Em família chamamos isso de amor. Sem amor não se caminha nem se faz planos juntos. Sem amor espontâneo, recíproco e incondicional não se chega a lugar algum, nem se divide a mesa e o pão.