quinta-feira, dezembro 13, 2007

PRAISE YOU IN THE STORM

Eu tenho um amigo com quem eu falo pouco e vejo menos ainda. Aliás, ele é uma dessas pessoas que fogem à regra do post abaixo, no que diz respeito aos amigos virtuais. Eu o conheci pela net... e, apesar de termos nos visto pouquíssimas vezes, sei que é um amigo de verdade.

Hoje ele me mostrou essa música. Linda demais!
A letra está aí embaixo, mas fiquei com preguiça de traduzir...

Roberto, muito obrigada por esse presente!



PRAISE YOU IN THE STORM
Mark Hall and Bernie Herms

I was sure by now, God,
that You would have reached down
and wiped our tears away,
stepped in and saved the day.
But once again, I say amen
and it's still raining...
As the thunder rolls
I barely hear You whisper through the rain,
"I'm with you"
and as Your mercy falls
I raise my hands and praise
the God who gives and takes away.

And I'll praise you in this storm
and I will lift my hands
for You are who You are
no matter where I am
and every tear I've cried
You hold in your hand
You never left my side
and though my heart is torn
I will praise You in this storm

I remember when I stumbled in the wind
You heard my cry to You
and raised me up again
my strength is almost gone
how can I carry on
if I can't find You
And as the thunder rolls
I barely hear You whisper through the rain
"I'm with you"
and as Your mercy falls
I raise my hands and praise
the God who gives and takes away

I lift my eyes onto the hills
where does my help come from?
My help comes from the Lord,
the maker of heaven and earth.


segunda-feira, dezembro 10, 2007

SOBREVIVENDO NO MUNDO VIRTUAL

Quando achei esse texto do Gondim, lembrei de uma pessoa que me disse que "nunca tivemos tantos meios para nos comunicarmos... e nunca as pessoas se comunicaram tão mal quanto agora".

A verdade é que atrás de uma tela de computador, qualquer pode se esconder... ser o personagem que quiser...

É lógico que podemos encontrar muitas pessoas sinceras, que se tornam amigos de verdade. Mas, como diz um ditado muito antido, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém...



PISTAS PARA SOBREVIVER NO MUNDO VIRTUAL
Ricardo Gondim

1. Nunca, jamais, responda quem lhe contradisser – você nunca sabe se a mensagem foi mais uma armadilha para colocar-lhe numa sinuca de bico.

2. Sempre, mas sempre mesmo, responda a um questionamento com mais perguntas.

3. Não se encante com relacionamentos virtuais – amigos e inimigos da Internet não existem, eles devem ser considerados meras virtualidades.

4. Nunca, jamais, conteste as idéias alheias; se foram colocadas na Internet, elas são o resultado de uma vontade doida de provar algum ponto de vista, portanto, suas críticas não serão bem vindas.

5. Sempre, mas sempre mesmo, apague as mensagens rancorosas pelo título ou, no máximo, antes que você termine de ler a primeira linha. Essa será sua vingança, o cara escreve um quilo de argumentos, gasta três horas para redigir alguma coisa, e em menos de 5 segundos o esforço dele vira nada. A tecla “Delete” é a mais poderosa arma que você possui, use-a.

6. Nunca, jamais, imagine que seus e-mails serão mantidos no privado. Jamais confie na confidencialidade da troca de correspondência virtual. Suas mensagens correm todo o risco de serem publicadas, seus desabafos jogados na rede mundial. Os escrúpulos virtuais são quase nulos. Não confie na promessa de que, “o que conversarmos aqui ficará só entre nós”. Quando escrever, considere que do outro lado existe alguém doidinho para praticar alpinismo em cima do seu nome.

7. Sempre, mas sempre mesmo, verifique a autenticidade de um texto. Quando re-encaminhar alguma coisa que recebeu, tome o cuidado de averiguar quem foi o autor. Nunca envie nada que esteja assinado: Autor Desconhecido.

8. Nunca, jamais, responda a qualquer provocação de e-mails anônimos. Na rede é comum se criarem identidades postiças, os famosos “nicks”, que na verdade, não passam de pseudônimos. Uma pessoa que não teve sequer a imaginação de virar outra pessoa e assina “anônimo” não merece uma resposta.

9. Sempre, mas sempre mesmo, prefira o silêncio à cretinice. Existe um ditado popular que diz: “As perguntas imbecis merecem respostas cretinas”. Este provérbio não se aplica à Internet. Dê o seu desprezo aos que mais lhe provocarem.

10. Nunca, jamais, deixe o mundo virtual vazar para sua vida real. Não se abata por ataques, difamações ou pedradas que você receber na Internet e nem se encante com os elogios. Lembre-se, o mundo virtual dos blogs, sites e “power points” não existe. Só o mundo concreto tem calor, pele, cheiro, afetos. A vida acontece no encontro dos olhares, no apertar das mãos. Desligue o seu computador, dê as costas para essa pseudo realidade, e vá viver.

Soli Deo Gloria.

sábado, dezembro 08, 2007

CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO





Provisoriamente não cantaremos o amor,

que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.


Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,

não cantaremos o ódio, porque esse não existe,

existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,

o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,

o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,

cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,

cantaremos o medo da morte e o medo depois da morte,

depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos

nascerão flores amarelas e medrosas.


Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, novembro 27, 2007

ECLESIASTES AGONIADO



Depois de tudo, fica a sensação do dever descumprido. Resta um oco de mundo que vai para além da senda finita. Tudo parece se alongar na madrugada escura. Quanto mais se tenta, nada se alcança; quanto mais espera, menos da grande guinada. Sobra o olhar triste do menino afegão. O andar soturno do iraquiano desperdiçado pela guerra, desalenta. O choro quieto da sertaneja mirando a cova do filho, estupidifica.

Depois de tudo, fica o vestígio corroído de rostos, gestos e cheiros; resta o daguerreótipo amarelado de amores perdidos e abraços esquecidos. Quanto mais se procura, mais aparecem amigos sem nome, lugares sem registro, dias sem data. Na mesa, as garrafas vazias; no sorriso, a alegria postiça; no olhar, o passado borrado.

Depois de tudo, ficam a noite insone, os pensamentos acelerados, a tristeza sem causa; resta o pânico inconsistente que nasce tanto da timidez exangue como da inflexão incômoda. Quanto mais se corre, mais falta sangue; quanto mais se tenta gritar, menos fôlego; quem insistir, perceberá o garrote que aperta a alma.

Depois de tudo, ficam a cisma, o vilipêndio, a intimidação; restam a circunspeção alarmada, o cálculo frio, a pusilanimidade fugidia. Quanto mais esforço, mais passos inexistentes apavorando. Censuras irreais embotam o espírito; fatigam as falsas malquerenças. A reprimenda soa como danação eterna e outros, energúmenos.

Depois de tudo, fica a insignificância da vida diante da fúria do tempo. Os relógios viram loucos varridos, os calendários, tigres famintos e nós, centelhas diminutas. Na fresta das eternidades, antecipamos o sol que nos consumirá. Do mirante da juventude, despencamos para a garganta da morte. Liliputianos, terminaremos insubstanciais.

Depois de tudo, fica a sede pelo transcendente. Resta uma vontade doida de repetir: “Ainda não, ainda não”. E rogar: “Por favor, não nos deixe, o dia já está quase findando e estamos com medo desta noite tenebrosa”!

Soli Deo Gloria.


Ricardo Gondim
http://www.ricardogondim.com.br

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sexta-feira, novembro 16, 2007

MEU ÚLTIMO DESEJO

Coisa boa é poder ter alguém como a Gláucia Carvalho entre os amigos...
De vez em quando (ou seria de vez em sempre?), ela nos presenteia com sua poesia...
Essa aí é linda... não resisti, tive que colocar aqui.

Ah... ela escreveu essa coisa linda depois de ler um livro de um cara muito dez, o William Douglas; conhecido como o "guru dos concursos", ele é um amor de pessoa.


Esses dois são presentes de Deus pra nós!




Meu último desejo...

O meu último desejo,

O que choro, o que peço,

O que pego, o que almejo, sou eu mesma...


O meu último desejo?

é minha vida toda na mesa,

São as cartas jogadas com certeza,

é o preto no branco, o sim-sim, não-não,

A verdade das coisas, o toque das mãos!

O olhar de misericórdia, o sincero perdão...


O meu último desejo?
é ter mais desejos,
é ter meus segredos,
guardados à dedo, pra sempre, pra sempre...

é ver minha gente feliz, despreocupada,
vendendo saúde, com conversa fiada...


Meu último desejo? é morrer sossegada...

é partir com a certeza de que fiz tudo errado,

de que fiz tudo querendo acertar,
de que Deus me ama tanto,

que na hora da morte, certamente irá relevar...

Irá revelar, seu amor tão intenso, como eu tão intensa...
...

como meu último desejo..., meu desejo, meu desejo...
...
um suspiro, um último beijo...

meu desejo?
O meu último desejo?...
Um pedacinho de amor e uma mordida de queijo...


Gláucia Carvalho

27.10.2007

2h30
(depois de ler " A última Carta do Tenente " de William Douglas)
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