sábado, maio 22, 2010

O ABRAÇO DO AVÔ

Naquela noite, ela foi dormir cedo, de tanto cansaço. Acordou de madrugada e ficou mais de uma hora tentando dormir e não conseguiu.

Pegou os óculos, tateando a mesinha de cabeceira no escuro. Levantou, ligou o computador e foi ver o que estava acontecendo no mundo virtual. Nada que despertasse interesse. Tirou os óculos. Chorou. Resolveu ler um pouco e pegou o livro que estava mais perto, por acaso, era a Bíblia. Abriu aleatoriamente em uma página e viu que, apesar das dores, estava fazendo o que era necessário naquele momento. Chorou mais um pouco, agradecida e aliviada, mas ainda triste.

Desligou tudo e resolveu voltar para cama. Dormiu, sonhou. Estava no quintal de uma casa antiga, conhecida. De repente, a porta se abre e ela vê o avô, que a chamava como nos tempos de menina. Corre para perto dele e recebe um abraço, que conforta e traz paz. Presta atenção para aproveitar cada instante daquele encontro: a textura da pele, o olhar, os poucos cabelos, o sorriso, a camisa azul, a calça clara. Não queria perder nenhum detalhe, nem sabia que estava com tanta saudade.

Acordou chorando, mas em paz. Descobriu que o abraço do avô era tudo o que ela precisava naquela madrugada. E ele veio abraçar a neta; só em sonho, mas veio.

Foi a segunda vez que ela sonhou com o avô, que falecera há quase vinte anos.


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sábado, abril 03, 2010

DE QUE SE ALIMENTA A SUA POESIA?




Ontem à noite fui dar uma volta na praia. O cenário não poderia ser mais bonito: céu praticamente sem nuvens, uma linda lua minguante, mas ainda quase cheia, o mar refletindo o brilho da lua. 

Andei na beirinha do mar, sentindo as ondas mornas molharem os meus pés.

Seria o momento ideal para deixar nascer a poesia. Mas, não. Aquele cenário tão lindo, que nem parecia de verdade, não me inspirou coisa alguma. Não trouxe saudades de amores antigos, nem esperança de um amor futuro.

A única coisa que senti foi a incômoda sensação de um presente vazio e seco.  Me perguntei como eu podia estar ali e não conseguir pensar em amor, nem em sonhos...  

Chorei.
E descobri que minha poesia não se alimenta de tristeza, nem de lágrimas.


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segunda-feira, março 08, 2010

VOCÊS NÃO SÃO FRUTAS! MULHERES É QUE SÃO!

Hoje, Dia Internacional da Mulher, um amigo meu, o Junior (a gente se conhece há tanto tempo que pra mim, é Juninho), escreveu esse texto lindo no site dele, o Crer é também pensar . Gostei tanto que publico aqui.

Ah... essa "Marcinha" aí citada sou eu.... hehehe 
Brigadinha, Zé!




VOCÊS NÃO SÃO FRUTAS! MULHERES É QUE SÃO
Por José Barbosa Junior 

No Dia Internacional da Mulher, quero falar daquelas que me são mais próximas, e a partir delas, homenagear a vocês, mulheres, pelo seu dia.

Em minha caminhada, muitas são as mulheres que ainda estão por perto. Minhas avós Dulce e Mercedes, Diva, a querida mãe, Daniela e Débora, as irmãs, Victória, Gabi e Danizinha, as três sobrinhas e, é claro, Isabela, a minha princesa, minha linda filha! 

Além dessas, muitas e queridas amigas às quais devo grande parte de meu aprendizado cotidiano e observação perene. A amizade incondicional da Marcinha, a dedicação e doação ao próximo da Kelly, a doçura e desejo de fazer o melhor da Andréia, o gosto musical apurado da Karen, a poesia da Joseli, a inteligência admirável da Denise, o jeitinho mineiro e carinhoso da Fernanda, a percepção aguçada da Dolores, e ainda poderia passar este texto todo enumerando qualidades e nomes...

Uma coisa em comum a todas estas admiráveis mulheres: são SIMPLESMENTE MULHERES!

Não abriram mão, em momento algum, da leveza e da sublimidade feminina em busca de uma “identidade” que lhes ofenda. Não se deixaram levar por aquilo que o mercado impõe ser a “mulher ideal”.

Não são melhores que nós homens, mas não se enganem: nós homens também não somos melhores que elas. Somos apenas diferentes! Que bom! Elas nos completam. Nos inspiram por sua beleza, por sua poesia natural, por seus olhos e olhares, qualidades que emanam do universo feminino sem que façam força para isso...

Nos arrancam de uma solidão, que nem Deus preenche. Sim! Por mais que o homem se encontrasse com Deus todos os dias, ainda assim o Criador, em sua imensa sensibilidade e seu amor infindável, “viu que o homem estava só”. Àqueles que arrogam não precisarem do colo feminino, saibam, nem Deus pensa como vocês...

Mas o principal dessas mulheres, e de tantas outras, é que não se transformaram em “frutas da estação”. Não reduziram sua beleza às nádegas e peitos siliconados para deixarem os homens “babando”. Não destruíram suas belezas em corpos “sarados”, mas desprovidos de conteúdo. Não são frutas, são mulheres! E como são belas!

Não se venderam como “um pedaço de carne na vitrine de um açougue”. Não foram seduzidas pelas lentes das “revistas do momento”. Não se deixaram embriagar pelos 15 minutos de fama, em detrimento de sua dignidade.

Abro parênteses. Acho engraçado quando as “Mulheres-frutas” vêm a público dizerem-se não valorizadas. Como assim??? É claro que são valorizadas... mas seus valores são os cifrões das capas de revista, os carros importados que ganham de seus “namorados”, em sua grande maioria jogadores de futebol, pagodeiros, e “artistas” emergentes. E se não têm namorados... é só fazer um programa de televisão para arrumar um... Triste fim dessas “valorosas” mulheres. Já receberam seus prêmios, e não valem mais que seus cachês... As “poesias” que inspiram não vão além de “tchutchucas”, “cachorras” e “preparadas”.

Como frutas, não se dão conta que são apenas produtos, na imensa prateleira dos supermercados machistas, que comem e jogam fora o caroço... isso quando a fruta não apodrece nos locais de exposição. Fecho parênteses.

Nesse dia tão especial para vocês mulheres, lembrem-se sempre: “Vocês não são frutas! Mulheres é que são!”

Portanto, encham a vida de poesia e beleza, com essa feminilidade que encanta e que nos deixa boquiabertos, com seu gingar que nos embala, com a inteligência e sabedoria que só vocês têm, capaz de seduzir e deixar “arriado” o mais insensível dos homens.

Celebrem a vida e o “ser mulher”. 

Nós homens, eternamente rendidos e inebriados, também teremos sempre o que agradecer...


José Barbosa Junior – 08 de março de 2010 


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terça-feira, fevereiro 23, 2010

BALAIO MUSICAL (5)

Hoje o meu balaio traz uma regravação e uma pergunta.

A regravação é a versão 2010 da música "We are the world", que ficou muito boa, sem dever nada à versão original e sem competir com ela também.



A pergunta é: Por quanto tempo nos importamos de verdade com as tragédias que acontecem com os outros? 


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terça-feira, fevereiro 02, 2010

POR AÍ (4)

Passarinhos tocam guitarra em galeria londrina


O músico francês Céleste Boursier-Mougenot é conhecido por produzir instalações nas quais ritmos da vida diária são colocados em contextos diferentes e produzem sons inesperados. Na exposição da qual participa na galeria de arte Barbican, em Londres, Boursier-Mougenot conseguiu inovar mais uma vez, agora usando animais.

A instalação consiste apenas em um grupo de mandarins (pássaros também conhecidos como diamante-mandarins) e uma guitarra elétrica plugada em um amplificador. Boursier-Mougenot adaptou a guitarra e o “viveiro” de uma forma que os pássaros se interessassem pelo instrumento (basicamente espalhando comida entre as cordas) e o resultado é mesmo estranho. 

Confira a “apresentação” no vídeo abaixo:

 



Fonte: http://colunas.epoca.globo.com/animal/2010/01/20/passarinhos-tocam-guitarra-em-galeria-londrina/


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